INTEGRANTES

Atuação

Cleiton Rocha.

Lu de Bem.

Jean Massanero.

Maicon Keller.

Sabrina Marthendal.

Atriz convidada

Gika Voigt

Direção

Pépe Sedrez

Produção

Adélia Eccel

Fabrício Cardoso

____________________________________

Histórico do Grupo

O corpo VísCera Teatro emerge de construção  proveniente das possibilidades expressas por alunos da Carona Escola de Teatro, lugar que tornou possível a aproximação de pessoas comumente distantes nos grupos cotidianos. Esta interlocução – possibilitada pela arte – permitiu que as experiências de cada aluno, oriundas de histórias bem diferentes, pudessem ser compartilhadas no momento criativo e emanou delas a produção artística que culminou no surgimento do grupo.

Apresentação do Grupo durante IX Mostra Carona de Teatro

Recém-nascidos durante a IX Mostra Carona de Teatro

Formação

VísCera Teatro surge do diálogo entre pessoas com cotidianos aparentemente bem distintos: Cleiton Rocha, em 2008 dividia seu cotidiano de bancário e estagiário em Psicologia com Fabrício Wilamoski, vendedor e operário do ramo têxtil, Maicon Keller, professor de História e Geografia e DJ e Lu de Bem, Psicóloga e Professora Universitária. Após a Temporada Blumenauense de Teatro de 2009 – primeira versão de Navalha na Carne – nosso amigo Fabrício pediu desligamento do grupo.

No ano de 2010, em função da futura montagem e circulação de “A Grande Parada”, a atriz Sabrina Marthendal – nossa professora assistente na Escola carona – e o ator do Grupo Detalhe, de Indaial, Jean Massanero, incorporaram-se ao elenco. Após a circulação municipal de 2011, os dois profissionais do Teatro incorporaram-se definitivamente no grupo. Também Fabrício Cardoso e Adélia Eccel, após caminhar conosco pelos bairros na produção executiva da circulação, foram convidados a enriquecer o grupo. Já na fase final da adaptação “A Grande Parada”, recebemos Gika Voigt e seus belos arranjos no acordeon. Além destes, Pépe Sedrez – nosso mestre e diretor – caminha conosco em todas as produções.

Profissionais pertencentes ao Mundo do Trabalho que – na interação dialética, mútua troca – buscam novas formas de perceber seu corpo e sua vida na produção artística. Destruir conceitos cotidianos, as separações contemporâneas, seus cortes de gênero, intelectualidade, classe; construir um novo olhar. Vislumbrar o mundo com novos olhos, estranhos, reais.

O Teatro

O teatro entra na história do grupo como possibilidade de união, como o elemento que amalgama singularidades, aparentemente, muito distintas. Entre os seus buscares, existe o desejo de transformação pessoal, tirar a máscara do dia-a-dia. Uma liberdade não possível em nossa era mecânica – demarcada por ordens, modas, preceitos e corpos presos à primária sobrevivência que nos ofusca o mundo, a natureza e a expressão. Expressamos a dúvida e o sacrifício, o teatro demarca a dúvida, o ator, o sacrifício.

VísCera Teatro

O nome VísCera Teatro emerge do diálogo entre os quatro atores e o diretor convidado e co-responsável pelo nascimento do grupo, Pépe Sedrez – que nos apresentou a obra de Grotowski, influência teórica expressiva na concepção do grupo – como forma de manifestar a entrega total do ator no trabalho criativo. Manifestar uma ação que visa alcançar, na relação com o público, certa proximidade provocadora, incitativa da entrega ao profundo singular de cada obra. Remoer nossas próprias percepções e – na relação com o ator – desnaturalizá-las, levando a outros pontos de significação. Desnudar-se para o público e convidá-lo também, a despir-se. O VísCera Teatro exprime relações nem lógicas, mecânicas, nem emocionais: viscerais.

Possível Inicio

Terror e Miséria no Terceiro Reich, peça adaptada da obra de Bertolt Brecht – produzida para exibição na XVIII Mostra Carona de Teatro, ainda como grupo de alunos da Turma Avançada – constitui o primeiro marco histórico propiciador da consecução do grupo, com ela, o VísCera Teatro aproxima-se da proposta do Teatro Épico e, nesse mergulho em Brecht, navega também na relação entre os atores durante o trabalho de construção e apresentação do espetáculo. A aproximação constante entre os atores e a direção, levou-nos a trocas e fazeres catalisadores de novas compreensões sobre o Teatro, entendendo sua inexorável interconexão com as relações humanas, com o fazer coletivo, o afeto e o compromisso.


Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s