A GRANDE PARADA

Não digam nunca: isso é natural.” Bertolt Brecht

O VísCera Teatro mergulha no cotidiano do povo alemão durante o regime nazista e encarna o terror e a miséria que margeavam o ufanismo de um tempo inglório para os seres humanos. Através de nossos corpos e nossa história propomos uma visão ao alerta de Brecht acerca da luta contra toda forma de dominação e suas máquinas de propaganda e submissão.

Com o apoio da Companhia Carona de Teatro, que nos empresta a atuação da atriz Sabrina Marthendal, a construção gráfica e pesquisa em vídeo de Leo Kufner e a direção de Pepe Sedrez – e ainda com o ator convidado Jean Massanero, do grupo Detalhe de Indaial, comunica o contemporâneo épico, sintetizando novas formas de criação. Buscamos aproximar-nos ainda mais do universo de Brecht, que é o universo da realidade de um tempo que jamais deve ser esquecido e nos propõe sempre a analise do presente e do futuro.

O épico, o político e o irônico desta obra são tomados pelos atores e atualizados a partir da vida que pulsa de cada corpo-em-arte. A direção interage o Teatro Épico com a Estética e Atuação Contemporânea criando um cenário onde a materialidade da vida é evidenciada pelas suas próprias máscaras. A fatal necessidade de sobrevivência, o medo, a censura, a farsa e a manipulação permeiam esse itinerário entre a resignação e a resistência.

Com esta apresentação o grupo aceita o desafio de mergulhar no passado e compreender seu chamado para a atualidade. Estudando a criação cênica e as possibilidades artísticas buscamos também a conexão com a vida coletiva e com a História construída pelos humanos. Buscando abstrair do mundo e refleti-lo olhando de cima – o distanciamento que une a todos – e, ao mesmo tempo, de dentro de nós mesmos que somos também, cada outro ao lado e ao longe num mundo que perde fronteiras.

 

Sinopse

Fragmentos cotidianos de uma realidade de tensão violenta. Corpos que expandem seu medo e sua audácia em um ambiente onde o controle visa apoderar-se da vida. A grande Parada – criação a partir da obra de Bertolt Brecht – vem a público unindo o Teatro Épico às formas de expressão contemporânea na Arte. Imerge na vida que pulsa no medo e na resistência. Em cena – opressores e oprimidos, ingênuos e traídores, soldados e operários – encontram-se em meio ao terror materializado pela ideia de um povo calado, um reino sem liberdade e um rei sem razão. A representação de cenas vividas pelo povo entre 1933 e 1938 na Alemanha, a cenografia contemporânea e os recursos de mídia permitem um olhar no processo histórico sob a Estética da Arte e sua ideologia de transformação.

 Ficha Técnica

 Direção: Pépe Sedrez.

 Atores:   Cleiton Rocha

                 Jean Massanero

                 Lu de Bem

                 Maicon Keller

                 Sabrina Marthendal

Participação especial: Gika Voigt

Texto: Adaptação de Bertolt Brecht por VísCera Teatro

 Iluminação: Pépe Sedrez

 Cenografia: Pépe Sedrez

 Sonoplastia: Pépe Sedrez

 Maquiagem: Adélia Eccel

 Arte Gráfica: Cleiton Rocha

 Preparação Corporal:   Pépe Sedrez

                                               James Beck

 Fotografia: Adélia Eccel

                         Leo Kufner

                         Leo Laps

Edição de Vídeo: Leo Kufner
Rider Técnico

12 refletores PC 1000 w

Gelatinas: 4 azuis, 4 vermelhas.

1 mesa de luz com 12 canais.

CD Player - Mesa de som - Potência - 2 caixas de som

 Projetor Multimídia - Microcomputador para execução projeções

 Montagem de palco: 3 horas

 Duração: 60 min.

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